• Jean Coral

Dia do respeito ao contribuinte: os brasileiros trabalharam até 30/05 só para para pagar impostos.



Os brasileiros tiveram que trabalhar até o último sábado (30/05/2020), só para pagar tributos em 2020. É o que mostra um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Esse levantamento é sempre realizado pelo IBPT em meados do dia 25 de maio de cada ano (data considerada como o dia nacional de respeito aos contribuintes)

O número de 151 dias é inferior ao registrado em 2019, quando foram necessários 153 dias. É a primeira queda desde 2009, quando o contribuinte trabalhou 147 dias para pagar impostos. Para fazer o estudo, o IBPT contabiliza os ganhos e pagamentos feitos entre maio de 2019 e abril de 2020. Por isso, a pandemia do corona vírus e a redução da atividade econômica tiveram um leve impacto no resultado. 

Aproximadamente 41,25% de todo o rendimento anual dos brasileiros foi para os cofres dos governos em nível federal, estadual e municipal. Agora, quem ganha menos, paga mais?

Para o estudo do IBPT, o cálculo foi feito com base em três faixas de rendimento: até 3 mil reais (classificado como classe baixa); de 3 mil a 10 mil reais (classe média); e acima de 10 mil reais (classe alta). Na comparação proporcional, a classe média paga mais imposto, cerca de 43,9%. Enquanto que a baixa paga 39% e a alta, 42%.

Isso geralmente acontece pois o consumo é a nossa principal base de arrecadação. Quem tem uma renda de 15 mil consome o mesmo produto de quem ganha 3 mil reais, e por isso, proporcionalmente, a incidência é maior para quem ganha menos.

A reforma tributária é a solução? Estão em tramitação no Congresso Nacional vários projetos de reforma tributária. A maior parte deles não reduz ou altera a carga de impostos, só simplificam a arrecadação. 

As reformas são simplificadoras, tornam mais fácil a arrecadação e o recolhimento, mas não resolvem o problema do imposto prevalecer no consumo e pesar principalmente no bolso de quem ganha menos. Talvez, a pandemia possa ser um momento de pensar em uma reforma que também considere esse cenário, criando um sistema tributário que seja mais justo.

Fonte: IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação).

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